115CARD 115SÍTIO BOM JESUS · SARANDIEM NEGOCIAÇÃO

COCKPIT ESTRATÉGICO · ATUALIZADO EM 23 JUL 2026

Liquidez agora.
Valor máximo depois.

O desafio não é encontrar potencial urbanístico. É fechar a lacuna entre a urgência de liquidez do proprietário e o momento em que a desenvolvedora pode assumir risco.

Mapa com os polígonos do Sítio Bom Jesus, áreas vizinhas e a Avenida São Paulo
SANTO
483 mil m²

Leitura territorial consolidada

ÁREA TOTAL~483 mil m²≈ 20 alqueires · Matrícula 23.170
ÂNCORA DO PROPRIETÁRIOR$ 150/m²Venda / liquidez preferencial
PARCERIA ALPHAVILLE45%Permuta comunicada no masterplan
VGV FACE PROPRIETÁRIOS~R$ 186 miReferência informada; requer validação
01 · RESUMO EXECUTIVO

A tese é economicamente forte; a estrutura ainda não.

O Sítio Bom Jesus tem escala e posição para integrar o masterplan da Alphaville. A proposta de parceria é potencialmente superior à venda seca, porém o proprietário majoritário não aceita permanecer exposto ao longo ciclo de aprovação sem uma rota de liquidez clara.

A negociação deve sair do debate abstrato de “parceria versus venda” e migrar para uma estrutura com sinal relevante, marcos mensuráveis, garantias e opção de cessão. A ponte de capital é a variável que falta.

02 · LINHA DO TEMPO

Como chegamos ao impasse atual

Fatos que alteraram a estratégia.

Estratégia

13–17 JUL 2026

Tese Alphaville ganha forma

Masterplan para a gleba integral é validado pela Alphaville. Referência comunicada: 45% de permuta e VGV da fatia dos proprietários próximo de R$ 186 mi.

Capital

15 JUL 2026

Funding entra na conversa

MAFIP é acionada para avaliar uma solução de liquidez/ponte, coerente com a posição já existente de 5% no imóvel.

Negociação

17 JUL 2026

Café com Santo reposiciona a conversa

O proprietário reafirma preferência por venda e liquidez, mas admite considerar aporte relevante ou aquisição conjunta de 6 alqueires, sem fracionar a área.

Gargalo

20 JUL 2026

Impasses tornam-se explícitos

Santo ancora R$ 150/m². Alphaville sustenta que não aporta antes das aprovações. A lacuna central passa a ser o capital-ponte e o marco de liquidez.

Ação

PRÓXIMO MARCO

Reunião presencial de alinhamento

Buscar agenda com André e, idealmente, CEO da Alphaville; levar estrutura objetiva de preço, sinal, marcos e alternativa de cessão pós-aprovação.

03 · MAPA ESTRATÉGICO

O ativo só faz sentido como sistema

Avenida São Paulo, áreas vizinhas e a composição territorial definem tanto o valor quanto a estrutura possível.

Estudos comparativos da Daytona e da Alphaville sobre a área
Leitura comparativa: o desenho da Alphaville incorpora a área do Santo em uma tese integrada; a Daytona aparece como referência de composição da parte de baixo.

Oportunidade

Masterplan para 100% da gleba cria maior valor do que a simples alienação de partes isoladas.

Gargalo

A aprovação é condição para a liquidez da desenvolvedora; não pode ser tratada como detalhe contratual.

Dependência

O arranjo precisa conciliar o majoritário com os 10% minoritários e preservar a integridade econômica da área.

Masterplan da Alphaville sobre a área em Sarandi
Estudo de implantação Alphaville — material de referência, sujeito a aprovação técnica, urbanística e comercial.
04 · STAKEHOLDERS

Interesses que precisam caber no mesmo contrato

PartePapelInteresse dominanteInfluênciaRelacionamento / estágio
Santo ChinarelliProprietário majoritário · ~90%Liquidez, previsibilidade e respeito à âncora de preçoAltaSensível à frustração e à demora
AlphavilleDesenvolvedora / potencial parceiraÁrea regular, projeto aprovado e retorno compatívelAltaTese validada; sem aporte pré-aprovação
André Zahed NasiInterlocutor AlphavilleViabilizar agenda e alinhar tese à governançaAltaAberto ao diálogo; agenda pendente
MAFIPMinoritária · 5% / potencial fundingEstrutura com retorno e risco controladoMédia-altaSondagem iniciada
Júlio SamoranoMinoritário · 5%Aderência de preço e governança da vendaMédiaPosição a confirmar formalmente
A. Yoshi / DaytonaAlternativa concorrenteFormar bloco na parte de baixoMédiaProposta-referência sem desfecho
05 · ALTERNATIVAS DE ESTRUTURAÇÃO

Não escolher preço. Escolher arquitetura de liquidez.

As quatro hipóteses precisam ser avaliadas por valor, prazo, risco e governança — não apenas por R$/m².

A

Parceria Alphaville com liquidez por marco

A mais alinhada ao potencial econômico da gleba

Vantagens

  • Monetiza a tese integral e o desenho urbanístico
  • Mantém a Alphaville na operação
  • Preço de referência estimado em R$ 370–380/m² bruto, condicionado à parceria

Riscos / travas

  • Santo rejeita parceria pura
  • Aprovações e prazo até a liquidez
  • Exige cláusula de saída/cessão muito bem desenhada

Leitura: Recomendada se houver sinal real + liquidez contratual em marco objetivo.

C

Compra conjunta de 6 alqueires

Liquidez parcial sem divisão física imediata

Vantagens

  • Aderente à flexibilização verbal do Santo
  • Pode criar sinal econômico concreto
  • Preserva a área como bloco para desenvolvimento

Riscos / travas

  • Condomínio pro indiviso e governança
  • Pode dificultar a modelagem da gleba integral
  • Definir avaliação, preferência e saída

Leitura: Usar como ponte negocial, não como solução definitiva sem acordo de sócios.

D

Venda direta à Daytona / mercado

Referência de liquidez, não tese de maior valor

Vantagens

  • Simplicidade e linguagem familiar ao proprietário
  • Benchmark existente de R$ 150/m²
  • Possibilidade de sinal e prazo curto

Riscos / travas

  • Histórico recente sem fechamento
  • Risco de reduzir a opcionalidade da tese Alphaville
  • Condição de pagamento ligada à regularização/matrícula

Leitura: Manter apenas como pressão competitiva e plano de contingência.

06 · EXECUÇÃO

Próximos passos
que mudam o jogo.

Sequência recomendada para reduzir ruído, preservar a posição de Robson como estruturador e produzir uma proposta realmente assinável.

  1. 01

    Fechar agenda de alinhamento com André / Alphaville

    Objetivo: confirmar tese, marcos de aprovação, capacidade de sinal e critérios para a cláusula de liquidez/cessão.

    Responsável: Robson · Prazo: imediato
  2. 02

    Modelar o “term sheet de conciliação”

    Quatro blocos: preço/valuation, sinal, marcos de liquidez e garantias. Levar uma página, não uma discussão aberta.

    Responsável: Robson · Antes da reunião presencial
  3. 03

    Qualificar MAFIP como investidor-ponte

    Validar apetite, ticket, prazo, retorno mínimo, garantias e se a posição minoritária facilita ou restringe a estrutura.

    Responsável: Robson / Mário / Marcos · P1
  4. 04

    Organizar diligência mínima para decisão

    Matrícula atualizada, composição societária, anuência dos minoritários, passivos e cronograma técnico-urbanístico da área.

    Responsável: Propriedade + jurídico/técnico · Paralelo
07 · PENDÊNCIAS CRÍTICAS

O que ainda precisa ser provado

Sem estas respostas, qualquer número vira apenas argumento de reunião.

01

Qual é o marco de liquidez aceitável para Santo?

Assinatura, aprovação de estudo prévio, aprovação de projeto, registro ou outro evento? A resposta define o capital-ponte necessário.

02

Quanto a Alphaville aceita sinalizar antes da aprovação?

Definir forma, garantia e condição de devolução/compensação. “Sem aporte” não elimina estruturas de exclusividade ou opção.

03

Os minoritários acompanham a mesma estrutura?

Preço, prazo, direito de preferência e representação devem estar formalmente alinhados antes de uma proposta vinculante.

04

Qual é a condição fundiária e urbanística atual?

Atualizar documentos e separar o que é premissa de estudo do que já é fato verificável.

08 · BIBLIOTECA DA OPERAÇÃO

Evidências incorporadas nesta versão

Base visual disponível na pasta do CARD.